Krol's

domingo, 19 de fevereiro de 2012

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Postado por Krol às 11:38 Nenhum comentário:
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fiz essa história com a minha amiga (mas daí paramos porque não sabíamos mais o que escrever ^^)

- Robin, você também sentiu o cheiro deles? – sussurrei

- Senti. Sabe o que significa? – perguntou ele sério

- Sinceramente não.

- Tem alguns morceguinhos nesta escola.

- Você fala dos... Não, não pode ser. Ela – gesticulei para Anne – não sentiu meu cheiro.

- Você já passou pela transformação? – fiz que não com a cabeça – Então. Aposto que é por isso. E aposto também que já descobriram que eu sou um inimigo para eles.

- Querem parar de cochichar aí Sr. Gloton e Srta. Livinson? – o professor falou de um jeito que me deu um pouco de medo.

Estávamos indo para o recreio, eu e Robin, de mãos dadas, conversando.

- Como devo agir e o que tenho que fazer? – perguntei enquanto passávamos por uma lata de lixo que me fez lembrar um pouco do cheiro deles.

- Faça de conta de que não sabe o que eles são. Também tente se tornar um pouco amiga dessa Anne. – falou Robin.

Avistei Anne, e desta vez estava sozinha. Comecei a me afastar de Robin, mas ele me segurou.

- Tome cuidado, Jenny. E não conte a eles a que grupo você pertence.

- Obrigada, vou tomar cuidado, mesmo não sendo assim tão necessário. – agradeci a ele.

- Como assim não é tão necessário tomar cuidado com eles? – Robin pareceu ficar bravo e irritado.

- Pensa. Se eles fossem tão perigosos assim, não acha que minha transformação já teria acontecido hoje de manhã?

Anne POV: minha amiga ficou de mandar por email.





Jenny POV:



Eu estava estressada, triste, feliz, com raiva. Parece que meus sentimentos mudavam aleatoriamente a cada 5 segundos. Eu parecia estar com febre; todos que tocavam em mim diziam que eu estava sem dúvida.

Fiquei quieta até eu ter um pouco mais de controle sobre mim mesma. Quando isso aconteceu, a compreensão e a memória caíram em mim quase que com força.

Lembrei-me da noite da fogueira. Estavam quase todos do nosso grupo. Falavam sobre as lendas de vampiros e lobisomens. Falaram de tudo: o que fazer, como deve agir, com quem podemos ou não falar, quais os sintomas, quais são nossos inimigos,tudo.

Era isso que estava acontecendo. Eu tinha que fugir. Não podia me transformar ali.

Enquanto as pessoas estavam um pouco mais distraídas, levantei da cama e pulei da janela numa velocidade anormal, meu quarto era no segundo andar, mas em compensação eu caí na grama.

Saí correndo para a casa de Robin, que ficava na reserva da cidade.

Chegando lá, chamei por ele num desespero. O irmão mais novo dele abriu a porta.

- Humm... Oi Jenny. Entra. A última vez que eu o vi ele estava no quarto. Pode subir lá.

- Obrigada. – falei enquanto subia as escadas correndo.

Cheguei ao quarto dele. A cama desarrumada – ele só arrumava quando sabia que eu vinha visitá-lo -, a janela aberta e nada de Robin.

Ele deve ter saído, talvez com o pessoal dele. Se eu for procurá-lo, a gente vai se desencontrar.

Só me resta esperar.

Anne POV:

Eu estava pronta para sair com o Renne e minha família, eu estava com um vestido preto comprido, já que era obrigatório para uma festa de gala. A festa era considerada uma reunião dos vampiros, mas claro que os humanos não sabiam que todos ali eram vampiros.

Estava escurecendo, e como não se via o sol em Forksribe, não tinha pôr-do-sol.

Eu já estava pronta para a festa assim como meus pais, e desci rapidamente as escadas, para ver Renne de terno.

- Cadê o Renne? – Perguntei pasma olhando para todos na sala de estar e minha mãe me olhou assustada.

- Achei que ele tinha te avisado que ia ir sozinho. – Minha mãe respondeu rindo junto de meu pai, que, ao contrario de mim, não havia achado graça.

- Vamos logo. – Eu praticamente gritei e meus pais concordaram indo até o carro que estava estacionado em frente a nossa casa.

Minutos depois estávamos no grande Buffet. Os convidados estavam realmente com roupas de galas, os vestidos mais belos que eu já tinha visto em minha vida. E logo perto de uns vampiros mais velhos, eu pude ver os cabelos negros de Renne, bagunçados de costume.

Como uma louca corri na direção dele, mas parei ao ver a cena que eu menos esperava.

Ele estava aos beijos com Denna, eu não sentia o ar passar pelos meus pulmões, e meu coração havia parado de bater.

- Anne, eu posso explicar... – Ele dizia nervoso empurrando Denna com força fazendo-a bater em uma vampira.

- Não quero explicação! – Eu gritava o que chamava a atenção de vários vampiros e eu nem ligava para isso.

- Anne, eu te amo. – Ele segurou firme em minha mão – Ela não é nada, você é minha vida e não ela. – Ele se ajoelhava na minha frente ainda segurando minha mão e eu dei uma risada.

- Prova. – Eu olhei para ele e sentia o peito queimar de raiva, olhei Denna que parecia rir da minha cara, me aproximei dela com vontade e sorri.

- Coitadinha da Anne. – Ela dizia passando a mão sobre meu rosto e antes de ela começar a falar, eu lhe dei um belo tapa no rosto e sai correndo daquele lugar.

Não sabia para onde eu estava indo, só depois percebi que estava correndo perigo.





Jenny POV:

Eu não conseguia aguentar mais. Estava insuportável o quente dentro do meu corpo. Não dava mais para esperar ele. Vou procurá-lo.

Quando eu estava saindo do quarto, entra pela janela a pessoa que eu menos esperava ver naquela hora (tirando o professor de biologia ou a diretora da escola).

- Jenny?! – Anne exclamou.

Seu cheiro horrível de vampira tomou conta do quarto.

- Anne?! – eu espero um Robin e aparece uma Anne. Que beleza. – O que você faz aqui? Aqui não é território dos... dos...

- Eu sei. Espera... como você sabe?

- Eu... eu... eu sou uma... loba. – admiti – Mas... o que você faz aqui?

Fala logo Anne. Eu não quero me transformar aqui, nem perto de alguém como você.

- Eu fugi de uma festa, e comecei a correr sem rumo. Não percebi que vinha para a reserva. Só percebi quando fui surpreendida por um bando de vira-latas. – Anne tinha a expressão torturada de tristeza e raiva.

Eu ia sair correndo para a floresta, não conseguia me controlar direito.

- Eu tenho que fugir. – disse Anne de repente – Eles estão vindo.

Isso. Eles estão vindo.

Inclinei-me na janela para ver onde os lobos estavam. Não os via, mas conseguia ouvir o barulho que faziam, não que fosse alto o som. Minha audição estava mais parecida com a do grupo que vinha da floresta.

Pulei a janela. Dessa vez não tive medo de pular, mesmo sendo do segundo andar.

Comecei a correr em disparada para perto da floresta.

Anne estava me olhando pasma. Se olhos falassem estariam falando: “O que essa doida está fazendo? Ah! Esqueci. Coisa de lobos.”

O grupo saiu da floresta, e, quando me viram, pararam de imediato.

Um lobo preto do tamanho de um cavalo saiu correndo de volta para a floresta. Logo Robin estava correndo da mata em minha direção. Provavelmente ele voltou à floresta para se destransformar e colocar sua roupa.

- Jenny! O que aconteceu? – ele viu minha expressão, que não parecia estar boa.

- Eu não sei. Eu acho... eu acho que é minha vez, Robin. – falei. Um calor me atravessava. – E a vampira, a Anne. Não faça mal a ela.

Robin me puxou para a floresta.

- O que eu faço? – perguntei em meio ao desespero.

- Vou falar como falaram pra mim. – ele fechou os olhos tentando lembrar de cada palavra. – Quanto mais rápido se transformar vai ser melhor para você. Quando se transformar tudo isso que você está sentindo passa. Agora, pense na vez que você mais teve raiva na sua vida.

Pensei em quando foi a vez de Robin se transformar. Ele ficou uns dois meses sem falar comigo. Achei que nunca mais nos veríamos. Achei que eu havia feito algo. Fiquei, durante o tempo que ele não falava comigo, com raiva de mim mesma. Coloquei-me nessa situação de novo.

Começava a ficar com raiva e mais raiva. O calor em mim aumentava. Aumentava de acordo com minhas emoções. E então, foi como se tivesse acontecido uma explosão dentro de mim.

Olhei em volta com novos olhos. Escutei com novos ouvidos.

Eu estava mais alta com certeza. Conseguia ver, ouvir e até farejar melhor.

- Parabéns. Você só terá que arranjar outra roupa para quando voltar à forma humana. – brincou Robin com um sorriso no rosto. Em volta de mim estavam minhas roupas rasgadas.

Olhei para mim mesma. Eu estava coberta de pelos de cor bege. O dorso e as patas mais para um tom de marrom. Cores lindas.

Fui agradecer ao Robin, mas quando fui falar só saiu um barulho estranho da minha boca. Som de lobo.

Ele deu uma risada.

- Espera um pouco, vou me transformar. – ele falou sorrindo.

Anne POV:

Eu procurava desesperadamente por Jenny, estava sozinha no mundo onde havia somente lobisomens e eu era o jantar deles.

As lembranças da festa invadiam minha mente, era como se todas as imagens passassem como um filme antigo.

Jenny não voltava e a única opção que eu tinha era de sair dali, não poderia sair pela janela, então eu teria de conhecer a família de Robin.

Abri a porta e olhei para os lados, rapidamente desci as escadas e esbarrei na mãe dele.

- Nossa você é uma amiga nova do Robin? – Perguntou ela com um sorriso encantador no rosto e eu neguei com a cabeça.

- Para falar a verdade... – Eu dei um sorriso de lado e olhei novamente para ela – Eu e Rob estamos juntos, faz dois meses já. – Eu dei meu melhor sorriso malicioso e ela não acreditava já que fez uma dança esquisita e me abraçou.

- Eu sabia que um dia meu filho tomaria jeito. – Ela parecia realmente contente, por um momento senti pena dela, mas eu queria acabar com a vida de Robin – Mas tem coisa errada... Ele nunca falou de você.

- Me desculpe, eu pedi isso. – Respondi fazendo uma expressão de culpada e ela sorriu.

- Por que, querida? – Ela perguntou carinhosamente e confusa e eu sorri.

- Eu tinha medo de vocês não gostarem de mim... – Eu respondia e então eu ouvi um barulho vindo do andar de cima e entrei em desespero – Eu tenho que ir, será que você poderia me levar? – Eu fiz uma carinha de pidona e ela riu concordando. Rapidamente estávamos dentro do carro e eu pude dar um sorriso cínico para os lobos que me observavam boquiabertos.

No dia seguinte, eu acordei sentindo um cheiro de rosas vermelhas e só tive certeza quando eu as vi em cima de meu criado mudo. Me aproximei delas e então havia um bilhete ali, era de Renne.

- Ele pediu para entregar logo cedo. – Eu ouvi a voz de minha mãe invadir meu quarto e olhei para a porta onde ela estava encostada.

- Hm. – Eu fiz pouco caso das rosas e as coloquei de volta em cima do criado mudo. Minha mãe não disse nada, pois ela sabia o quanto eu estava machucada.

- E o Papai? – Perguntei, eu tinha um amor tão grande por meu Pai, e minha mãe sorriu amarelo.

- Foi caçar com uns amigos. – Ela respondeu e em seguida saiu dali, eu sabia que ela estava mentindo, minha mãe não era boa nisso.

Fiz pouco caso e então me arrumei para ir a escola.

Jenny POV:

Na aula de Biologia – minha única aula com a Anne –, reparei que Renne não estava na sala de aula, assim como Robin.

Me sentei ao lado de Anne, sabendo que nós duas tínhamos VÁRIAS perguntas.

- Oi – falei educadamente

- Oi. – ela respondeu dando um sorriso curto. – A louca que correu em direção dos monstros ainda está viva. E transformada. – Não era uma pergunta, e isso me assustou um pouco. Agora ela sentia meu cheiro assim como eu sentia o dela.

- O que você estava fazendo lá na casa do Robin? – respondi com outra pergunta.

Nesse momento, o professor mandou todos pararem de conversar, e nos ameaçou dizendo que seríamos expulsos caso contrário.

Continuamos a aula sem dizer nada, e, quando ela acabou, seguimos até o refeitório em silêncio.

- E aí? – perguntei quando nos sentamos numa mesa vazia. – O que estava fazendo lá?

Vi ela fechar os punhos em cima da mesa, e limpar uma lágrima solitária que iria escorrer pelo seu rosto.

- Eu... eu fiquei descontrolada e saí correndo pra qualquer lugar, e quando me dei conta, eu estava sendo perseguida por lobisomens dentro da reserva da cidade. – ela limpou outra triste lágrima.

- Estou preocupada com o Robin. – falei.

- Humm.

Continuamos a comer até o sinal tocar.

3ª pessoa:

Havia um clima tenso ali, era na fronteira entre a reserva e o resto da cidade. Na fronteira estavam dois grupos inimigos prontos para um duelo mortal, caso necessário.

No lado da reserva os Lobisomens selvagens e no lado da cidade os ferozes Vampiros.

- Vocês continuam invadindo a reserva, ontem mesmo uma de vocês entrou nela. – Arthur falou nervoso olhando para os olhos tranquilos de James o líder dos vampiros.

- Sinto muito por isso. – James respondeu, tinha uam paciência inéxplicavel – Sabem se era realmente uma de nós? – James perguntou olhando para Arthur e em seguida para Robin.

- Não tem como não ser um de vocês, o cheiro era horrível. – Robin respondeu em deboche fazendo Renne fechar os punhos e então James riu.

- É que vocês não conseguem sentir o próprio cheiro. – Renne respondeu sorrindo irônico para Robin que o olhou com raiva.

- Certo, se depender de vocês dois a briga começa, e eu não quero isso. – James avisou olhando para Renne com seus olhos vermelhos-sangue e Renne abaixou a cabeça.

- Tenho um assunto pendente. – Arhtur mudou de assunto rapidamente e então continuou – Temos nossas duas garotas, uma lobisomem e uma vampira que de fato são amigas, temos que acabar com essa amizade imediatamente. – Arthur completou realmente preocupado, Jenny era a arma que eles precisavam assim como Anne para os vampiros, e elas juntas podiam acabar com a força de ambos os lados. Se elas estivessem juntas, a guerra não podería começar.

- E o que vocês pretendem fazer? – James perguntou sério olhando para seu maior rival parado a sua frente que olhou para ele confuso.

- Não sabemos, por isso estamos aqui, certo? – Brincou Robin com um sorriso no rosto e James sorriu e concordou.

- Tenho certeza de que Anne já fez alguma coisa, ah tenho... – Renne se intrometeu, ele já havia conversado com a menina sobre isso e ela tinha prometido que se vingaria de Robin e de todos os lobisomens, inclusive a pequena Jenny.

- Você acha que a Jenny não pensa, não é garanhão? – Robin perguntou nervoso, sentia a raiva ferver em seu peito e Renne sorriu – A sua vampirinha só tem beleza, porque de resto... – Renne em menos de um segundo voara para cima de Robin, que se transformou antes de Renne lhe dar um soco no rosto e James rapidamente se intrometeu separando os dois.

- CHEGA! – James e Arthur gritaram em unissono e todos pararam onde estavam.

- Nós somente iremos deixar que elas se resolvam, aliás as duas sabem se cuidar. – James encerrava a possivel guerra que iria começar e ambos os lados concordaram.

Jenny POV:

Quando a aula acabou, encontrei com Anne na saída da escola.

- O Renne apareceu? – perguntei.

- Não. – Anne respondeu tristemente cruzando os braços contra o peito.

- Nem o Robin. – falei quando vi Emma, a mãe de Robin, me esperando perto de seu carro velhinho.

- Anne! – Emma cumprimentou com entusiasmo a vampira que estava do meu lado – Ah. Oi, Jenna. – falou com desprezo quando me viu.

- É Jenny. – murmurei, enquanto ela se aproximava de nós com os braços abertos.

Abri os braços também, mas ela abraçou a ANNE, uma pessoa que, até o que eu sabia, era uma desconhecida para a mãe de Robin.

- Vocês viram o Robin? – Emma perguntou olhando exclusivamente para Anne. – Não o acho em lugar algum.

- Não. – respondemos juntas.

Emma sorriu.

- Coitadinha, - falou enquanto acariciava o rosto de Anne – seu namorado não veio hoje.

Com essa não consegui lidar. Como assim, namorado? Ela não gosta do Renne? E o Robin? Ele tinha ódio dela.

Senti o fogo subindo pela minha coluna. Se controla, Jenny, se controla. Você não quer se transformar aqui, não é?

- Licença. – falei entre os dentes enquanto saía correndo para a reserva. Ainda não sabia se eu iría para minha casa ou para a casa do “namorado da Anne”.

Fui para minha casa indecisa, deixei minhas coisas no meu quarto, peguei uma troca de roupa para mais tarde e saí correndo para a floresta, me transformando logo que pisei nas primeiras folhas que faziam parte do tapete marrom da floresta.

Anne POV:

Eu tive que escutar a Emma falar durante uma hora, agradeci mentalmente quando ela percebeu que já estava na hora de ir.

Eu andava pela rua, já marcava quase quatro e meia da tarde, apressei meus passos e então trombei com alguém.

Ah, e adivinhem? Meu dia não pode melhorar.

- Quem diria a Vampirinha saiu do pé da minha mãe! – Eu ouvi aquela voz enjoada do Arthur e dei uma risada sarcástica para ele.

- É o contrário meu amor, e ah, antes que eu me esqueça... – Eu fiz uma pausa para aumentar a curiosidade dele – Sou sua mais nova cunhada.

Ele realmente pareceu assustado, seus olhos se arregalaram assim que eu terminei minha frase e ele ia abrir a boca e eu o interrompi.

- Sh, agora me diz. – Eu passava delicadamente meu dedo por seu toráx e sentia ele se arrepiar. – Aproveita e pega a Jenny para você. – Eu completei e ele mostrou seus dentes caninos para mim e eu dei um sorriso maroto.

- Você é ridicula! – Ele me empurrou com certa força, me fazendo bater na parede e se aproximou de mim, seus olhos estavam demonstrando a raiva que ele sentia. – E pare de dizer mentiras ouviu bem? – Ele apontou o dedo na minha cara, eu dei uma risada e olhei para seus olhos.

- Qual é? – Eu brinquei rindo da cara dele – Você não pode negar que somos praticamente “irmãos”, pois temos o mesmo caracter. – Eu falei sorrindo e ele saiu correndo dali.

- CORRE MESMO, É A ÚNICA COISA QUE VOCÊ SABE FAZER! – Eu gritei e arrumei minha jaqueta e percebi vários olhares em minha direção, principalmente o de Renne no outro lado da rua.

Eu apressei meus passos para poder fugir de Renne, mas eu sabia que não adiantaria já que ele era bem mais experiente do que eu.

- Anne! – Eu ouvia ele me chamar, porém eu não parava de andar. – Anne, por favor. – Ele implorou, eu odiava quando ele fazia isso, pois na maioria das vezes ele conseguia o que ele queria.

- Sai do meu pé. – Eu pedi com a voz chorosa e ele segurou meu braço, me virou bruscamente e eu podia sentir o corpo dele próximo ao meu.

- Anne, que história é essa de você namorar o lobinho? – Renne parecia realmente assustado e também preocupado e eu ri.

- Você me conhece tão bem, não é? – Eu brinquei olhando para os olhos dele e ele me olhou confuso. – Tá certo. É uma brincadeira, ok?

Fiquei em silêncio.

- Eu sabia que era mais uma de suas brincadeiras. – Renne sorriu e me deu um beijo na bochecha, o que fez eu sentir choques onde seus lábios me tocaram.

- Bobo, eu nunca me apaixonaria por um dos vira-latas, você sabe muito bem disso. – Eu respondi enquanto começavamos a caminhar em direção a minha casa. – Meu coração já tem um dono. – Eu conclui e pude ver ele me olhar com os olhos brilhando.

- Você perdoou essa pessoa? – Ele perguntou esperançoso e eu dei um sorriso de lado.

- Fazer o que, né? A gente não manda no coração. – Eu respondi e pude sentir ele me pegar no colo e me girar, eu senti alguns pingos de chuva e só pude ter certeza quando eu estava completamente molhada assim como Renne.

- Vampiros tem coração? – Renne perguntou ainda me segurando no colo e eu ri da pergunta e lhe dei um beijo apaixonado.

Robin POV:

Estava em meu quarto, ouvindo musica. Não estava prestando atenção nela, estava preocupado com a Jenny.

Ela não tinha aparecido em casa como nos outros dias. Por que será?

- Filho? – chamou minha mãe de fora do meu quarto. Seu tom de voz era estranho. Era ansioso.

- Pode entrar, mãe. – falei enquanto desligava o discman. O que ela queria agora? Já dei explicações convincentes de onde eu estava e porquê não fui à escola. Lógico que não lhe disse a verdade. Ela nem sabe que as lendas do nosso grupo são reais.

Ela abriu a porta e olhou em volta do quarto, para ver se ele estava arrumado ou bagunçado. Seu sorriso de aprovação foi bem pronunciado. Quando ela se aproximava de mim para sentar ao meu lado na cama, um vento frio passou sibilando pela janela e foi em sua direção fazendo-a tremer.

- Por que não me contou, querido? – ela perguntou num tom triste e de aprovação, mas ao mesmo tempo curioso.

- Sobre o que? – fiquei preocupado. Será que ela descobriu o segredo do lobo?

Ela se remecheu meio desconfortada por eu não saber do que ela estava falando.

- Você nunca me disse que tinha uma namorada.

Hã? Como assim? Bom, eu e a Jenny já nos beijamos uma vez, mas logo depois eu concluí que era muito perigoso para ela ter esse tipo de relacionamento comigo. Pra falar a verdade, não tería mais problema, ela era igual a mim agora. Eu não conseguiría machucá-la tão facilmente como quando ela ainda era uma pessoa “normal”.

- Do que você está falando? – perguntei tentando entender nossa conversa.

- Filho, a Anne me contou que você está namorando ela. Por que não me contou?

Me levantei com a mentira que ela acabara de contar.

- Quem?! – quase gritei. Se controla, se controla.Falei a mim mesmo.

- A Anne, querido, sua namorada. Aquela de cabelos castanho claro, olhos da mesma cor que o cabelo, pele bem clara.

Comecei a tremer. O calor aumentava. Ela não fez isso.Não fez.

- Eu não tenho namorada. – falei com os dentes trincados.

Ela se levantou e me olhou preocupada nos olhos.

- Então quem é essa menina? – Menina? Ela não é uma menina, é uma vampira desprezível, assim como o namorado de verdade dela. Quis dizer a minha mãe, mas não seria de grande ajuda.

- Ela é uma menina que me odeia e fingiu ser minha namorada para me irritar.

Não sei se ela entendeu o que disse – já que meu maxilar estava contraído e meus dentes apertados –, mas se não entendeu, também não perguntou. Ela percebia que eu estava bem irritado no momento.

- Eu acho que vou te deixar um pouco sozinho. – disse minha mãe cautelosa enquanto seguia na direção da porta do quarto.

Não respondi.

Acho que tenho um assunto a ser tratado com a Anne. Vou fazer uma visitinha a ela.

E saí pela janela.

Anne POV:

Eu abri meus olhos lentamente e encontrei um Renne dormindo tranquilamente ao meu lado, seu peito subia e descia e então senti uma mão em meu ombro.

- Vejo que está me traindo, namorada. – Eu pude ouvir a voz de Robin atrás de mim e me virei rapidamente.

- A mamãe foi conversar com o filhinho dela? – Eu perguntei me levantando e sorrindo para ele que me olhava de forma sombria.

- Eu te odeio sua... – Ele rapidamente me jogou contra a parede, o que fez um grande estrondo.

Eu vi as garras de Robin perto de meu rosto e então Renne o pegou pelos ombros e o jogou contra a porta que se partiu em duas partes.

Robin ficou em cima de Renne e o arranhava de forma selvagem no abdomen, Renne rapidamente o pegou e o jogou pela janela, que se quebrou e cortou várias partes do corpo do lobo preto, ou seja, Robin.

- Anne... – Eu olhava pasma para tudo aquilo e pude ver Renne segurar meu rosto com delicadeza – Você está bem? – Ele perguntou preocupado acariciando minha bochecha com o polegar e eu concordei.

- O que aconteceu aqui? – Pude ouvir a voz assustada de meu Pai invadir meu quarto e minha Mãe nos olhar com olhares zangados e maliciosos.

- Lobisomens. – Eu sussurrei em resposta e senti os braços fortes de Renne me envolvendo e o olhar furioso de meu Pai.

- E você Renne? O que faz aqui? – Minha mãe perguntou, eu sabia que ela não resistiria e pude ver um sorriso brotar nos lábios de Renne.

- Hum, digamos que sua filha me perdoou. – Renne beijou meu ombro despido e eu sorri, meu Pai e minha mãe sorriram em seguida.

- Ah, que bom. – Meu Pai fez uma careta e bagunçou o cabelo de Renne e depois o meu – Adivinhem o que teremos para o jantar? – Brincou meu Pai e Renne riu.

- Não caio mais nessa, Marcos. – Respondeu Renne fazendo joinha e meu Pai saiu do quarto rindo.

- Lindos. – Minha mãe sussurrou antes de sair com meu Pai.

Renne me virou e me beijou.

Eu e Renne observavamos o fim do dia, viamos o por-do-sol em minha varanda e ele beijou o lobulo da minha orelha.

- Você quer mesmo acabar com a vida da Jenny e a do Robin? – Perguntei enquanto brincava com os dedos de Renne.

- Sim, mas eu achei que você era amiga da Jenny? – Renne me respondeu em pergunta e eu sorri maligna.

- E sou. Por isso quero tirar o Robin da vida dela, para sempre. – Eu me virei para encarar aqueles olhos que eu tanto amava e Renne sorriu.

- Me conte seu plano, minha bela. – Ele passou os lábios por meu pescoço e eu comecei a contar meu plano para ele.

Jenny POV:

Enquanto estava caminhando sem rumo pela floresta, ouvi passos atrás de mim. Me virei automaticamente, porém só vi árvores e mais árvores. Quando ia voltar a minha caminhada, na minha frente estava...

- Renne?! O que está fazendo aqui?

- Ah. Eu vim te ver. – seus olhos passaram do meu cabelo desarrumado aos meus pés descalços.

- Não vem com essa. – falei cruzando os braços.

Um vento soprou seu cheiro horrível em minha direção.

- Ah. Que isso? Acha que só o Robin gosta de você? – ele perguntou sarcasticamente.

Senti uma dor atravessar meu peito.

- Se ele realmente gostasse de mim, não teria pedido a Anne em namoro. – falei enquanto as lágrimas começavam a invadir meus olhos.

Renne se aproximou até seus lábios quase encostarem em minha orelha.

- Já pensou em mudar? – perguntou malicioso

Virei o rosto para encará-lo. Não conseguia acreditar no que ouvia. Seus olhos dourados me olhavam intensamente.

- Como eu mudaria sem sofrer? – perguntei. As lágrimas escorriam lentamente pelo meu rosto. Virei o rosto de lado para ele não ver que me fizera chorar.

- Se quiser eu mudo seu coração. – ele disse ao pegar meu rosto com uma mão e virá-lo em sua direção.

- Por favor, Renne, não.

Ele soltou meu rosto e se afastou para me examinar.

- Fiquei sabendo que um dos vira-latas tem uma quedinha por você, e não é o de pelo preto. – ele viu que isso não tinha me afetado, então continuou. – Você sabia? Mas ele é muito parecido com o lobo preto. Talvez um de pelo mais acinzentado.

- Arthur. – sussurrei através de meus lábios gélidos. Senti pena de Arthur. Há quanto tempo será que ele guarda esse segredo?

- Adivinhou rápido. Bom, não tem muitos na alcatéia. – disse ele dando uma risadinha.

Alguns raios de Sol atravessaram o escudo de nuvens e vinham até nós pelas frestas entre uma folha e outra, obrigando Renne a se encostar num tronco de árvore que estava na sombra.

- Você está mentindo! – acusei

- Não. É pura verdade. Pode perguntar a Anne, se quiser. Afinal, ela que me contou.

Anne POV:

Eu não conhecia aquele quarto, uma cama de solteiro, no lado uma estante de livros e outra com CDS, uma escrivaninha para leitura e um painel de fotos, e no meio de tantas fotos uma de Jenny.

- O que você faz aqui? – A voz de Arthur invadiu meus pensamentos e eu me virei para ele com um sorriso no rosto.

- Você vai me idolatrar por toda a eternidade. – Eu o respondi e peguei a foto de Jenny e mostrei para ele.

- Você... Você a machucou? – Ele gaguejou de nervoso no inicio, o que me fez rir.

- Claro que não, eu e Renne conseguimos fazer a cabeça dela e ela vai sair com você... – Eu falei andando pelo quarto dele e podia sentir o olhar dele fixo em mim.

- E... e ela aceitou? – Ele hesitou antes de fazer a pergunta e eu concordei sorrindo e pude, pela primeira vez, ver um sorriso brotar em seu rosto.

- Por que fez isso? – Arthur me perguntou desconfiado e eu me aproximei dele com um sorriso.

- Hum, sinceramente eu gosto de você. – Eu disse e pude ver um sorriso irônico em seu rosto – É sério, eu odeio seu irmão. – Eu completei a frase e ele fechou os olhos e balançou a cabeça.

Eu dei risada e coloquei a foto em cima da cama e tirei do bolso o endereço do restaurante onde eu havia marcado um jantar para eles.

- Diferente de você, eu não quero acabar com meu irmão. – Arthur avisou e eu olhei para ele e levantei uma sobrancelha.

- Para com isso... Você a ama desde o começo dos tempos, e vai perder uma chance dessa? – Eu falei sendo sincera pela primeira vez e ele sabia que eu não estava mentindo.

- Você tem razão... – Ele respondeu sorrindo e em seguida ele abriu os braços para um abraço, eu olhei incrédula para ele, mas não seria nada mal um abraço entre dois quase amigos.

Eu o abraçei e nem liguei para o horrivel cheiro que invadia meus pulmões, ele me aquecia e eu esfriava ele.

- Chega. – Eu o empurrei rindo e ele concordou.

- Deixa eu perguntar... Com que roupa eu vou? – Ele perguntou rindo sem graça e eu pensei antes de responder.

- Uma camiseta, uma calça jeans e um par de tenis. – Eu respondi rindo e ele concordou com a cabeça.

Me apoiei na janela para pular e quando ia pular ele me chamou.

- Muito obrigado, sério. – Eu apenas sorri antes de sair correndo dali.



Quando cheguei ao meu quarto, Renne me esperava com um sorriso vitorioso no rosto.

- Deu certo, Rainha. – Eu achava graça quando ele me chamava assim e o abracei.

- Eu sei, Rei. – Eu o respondi com um sorriso e ele me beijou – Mas sabe, eu não quero mais fazer por maldade, eu gosto dos dois.

- Eca, vou te bater. – Renne mordeu meu pescoço com força, o que me fez o empurrar e olhar incrédula para ele.

- Ei, para com isso. – Eu avisei chateada colocando uma mão sobre a mordida, ele pediu desculpas e me abraçou.



Jenny POV:

Ai, caramba. Vampiros só nos mete em problemas.

Um encontro com o Arthur, enquanto eu gosto do Robin.

Tinha que estar pronta até ele vir me buscar por volta das oito horas. Tomei um banho, coloquei um vestido bege claro com uma melissa dourada, penteei meu cabelo e fui para a sala esperar o Arthur.

- Oi filha. – disse meu pai. Ele estava lendo um jornal.

- Oi, pai. – respondi – Eu vou sair nessa noite. O irmão do Robin vem me buscar.

Ele me olhou.

- Está bem. – ele deu um sorriso – É. Minha filhinha está crescendo.

- Pai. – reclamei em voz baixa, olhando ao redor para ver se alguém tinha ouvido.

Lógico que não tinha ninguém. Eu morava sozinha com meu pai desde que minha mãe morreu. E, no momento, não estávamos com visita.

Algum tempo depois, um carro parou em frente de casa e tocaram a campainha. Fui atender, já sabia quem era.

- Oi. – falei tentando parecer tão entusiasmada como ele.

- Oi. – ele respondeu com um sorriso largo no rosto. Ele se virou para meu pai, o sorriso desaparecendo – Não se preocupe, Sr. Livinson. Ela não vai voltar tarde.

Meu pai desgrudou os olhos do jornal e disse com um sorriso de confiança:

- Está tudo bem, Arthur. Eu confio em vocês. – quando ele falou “vocês”, não sei se quis dizer eu e Arthur, Arthur e a família dele, ou a matilha inteira de lobos. Isso não importava.

Caminhamos até o carro em silêncio, ele abriu a porta pra mim. Agradeci enquanto eu entrava no carro.

- Pra onde vamos? – perguntei animada o suficiente para ele se virar para mim com um sorriso.

- É uma surpresa. – disse com um sorriso grande no rosto. Me obriguei a dar um sorrisinho em resposta.

Chegando no restaurante, Arthur desceu do carro e abriu a porta pra mim. Sorri ao ver a gentileza que era escondida pelo enorme lobo cinza que ele era. Me virei para a entrada do restaurante e estremeci ao ver o tão chique que era o restaurante.

- Não é chique demais? – perguntei ao dar uma segunda olhada para dentro do restaurante: os garçons de terno e gravata servindo as pessoas de classe mais alta.

- Prefere uma lanchonete? – Arthur disse sarcástico, rindo. Quando viu que era sério o que eu disse, completou: - Bom, podemos ir... hã, ao cinema, se você quiser. Ahh... o cinema está em reforma, lembra?

- Pode ser na lanchonete mesmo. – falei dando um sorriso, que foi acompanhado pelo sorriso largo de Arthur.

Ao chegar na lanchonete ele abriu a porta pra mim e passou um braço pelo meu ombro. Quando estávamos chegando perto da porta de vidro da lanchonete, Arthur se lembrou que não tinha trancado o carro e foi trancar. Quando, ele saiu, um homem se levantou da mesa e foi até a porta de vidro. Abriu-a, e ao reconhecê-lo, virei o rosto.

- Jenny! Onde você estava? Estava tão preocupado. Achei que aquela vampirinha tinha feito alguma coisa com você. Eu...

- Algum problema, Robin? – perguntou Arthur nervoso ao ver Robin ao meu lado.

Anne POV:

- Sabe o que é você pagar uma grana para nada? – Perguntei nervosa olhando para Renne que dirigia e ria da minha cara – Renne, é sério! – Eu reclamei de braços cruzados e ele parou o carro rapidamente.

- Descobri onde eles estão. – Ele avisou e desceu do carro, nem esperei ele abrir a porta para mim e sai do carro irritada.

Senti alguém segurar no meu braço com força e quando olhei para trás vi Robin.

- Me larga, garoto! – Gritei nervosa puxando meu braço e Renne puxou Robin pela gola da blusa e o levantou no ar.

- Você sabia que eu amava Jenny e jogou ela nos braços do meu irmão! – Robin gritou irritado e chateado com a menina que gargalhava sentada na calçada em frente a Lanchonete.

- Conseguimos o que queriamos, então... – Renne o respondeu com um sorriso sarcástico no rosto, o olhar de Robin demonstrava a raiva que ele sentia. Em questão de segundos, Robin começou a tremer e Renne o jogou no chão, me levantei rapidamente e fiquei atrás de Renne.

O que estava na nossa frente, agora, era um lobo preto com um olhar assassino; rosnando com os dentes à mostra.

Renne enchia o peito de ar e eu podia ver suas mãos fechadas prestes a dar um soco em Robin. Eu senti o medo tomar conta de mim e quando Robin iria atacar Renne, eu entrei na frente dele, e o lobo acertou suas garras do meu pescoço à minha barriga, senti arder com força e caí no chão.

- Anne! Anne! – Eu ouvi a voz de Renne invadir a escuridão de onde eu estava, abri meus olhos e enxerguei de forma embaçada meus amigos.

- Meu Deus! – Jenny exclamou assim que me levantei e percebi que estava com a jaqueta de Renne – Ele não pode ter feito isso com ela, ele sabia que ela é minha amiga e... – Jenny dizia desesperada, olhei para ela e vi que ela e Arthur estavam abraçados, ela estava com o queixo apoiado no ombro dele e Renne riu ironicamente, provavelmente da cara que eu deveria ter feito.

- Ele não gostou nada de saber que eu ajudei com o lance de vocês. Ai! – Respondi enquanto Renne me ajudava a andar até o carro, Jenny estava com seu olhar fixo sobre mim.

- V-Vocês dois que planejaram isso? – Perguntou Jenny incrédula olhando de Renne para mim e depois para Arthur que estava da mesma forma que ela. Renne e eu rimos da cara deles.

- Aham. – eu disse enquanto sentava no banco do carro.

- Mas por... por que vocês... hã... se incomodaram com isso? – Jenny perguntou corando um pouco.

Eu não podia simplesmente dizer que era para tentar tirar um pouco da união da alcatéia.

- Faz tempo que sei que o Arthur gosta de você, achei que você devería saber que não era apenas o lobo preto que tem uma quedinha...

Fechei a porta do carro, deixando o novo casal lobisomem na calçada. Renne entrou e se sentou no banco do motorista para dirigir. Quando já estávamos a uns cinco quarteirões de distância, ele perguntou sério:

- Você tem certeza de que está bem? – ele desviou os olhos para mim por um breve momento e logo voltou-os para a avenida.

- Claro. Onde está o Robin?

Ele me olhou pelo espelho retrovisor.

- Ele fugiu para a floresta quando a Jenny e o Arthur saíram da lanchonete.

- Ahn... Obrigada pela jaqueta. – eu disse me deitando no banco traseiro e dando um bocejo involuntário.

- Pode dormir, meu amor. Eu te carrego até seu quarto, até sua cama.

Apesar do que ele disse eu não dormi. Quando chegamos a minha casa explicamos o que aconteceu aos meus pais e depois coloquei um pijama e me deitei. Logo Robin apareceu pela janela e se deitou ao meu lado.

- Foi muito corajoso o que você fez, mas eu prefería que você não o tivesse feito. – disse Renne me puxando para mais perto de seu peito.

- Devemos proteger quem amamos, não é?

E durmi.

Jenny POV:

Anne fechou a porta traseira do carro nos deixando na calçada. Assim que Renne ligou o carro e dirigiu para longe, Arthur me abraçou gentilmente e me deu um beijo no alto da minha cabeça. Abracei-o na cintura.

Não sei dizer ao certo quanto tempo ficamos ali abraçados no meio da calçada.

- Vamos. – disse Arthur com voz de desânimo, ele parecia estar sem a mínima vontade de ir embora, assim como eu.

Ele abriu a porta para eu entar e depois se sentou no banco do motorista.

Ele dirigia tranquilamente na rua. Fomos durante o caminho até minha casa, conversando sobre assuntos variados.

Ele parou o carro na rua de terra da minha casa.

- Quer ficar um pouco aqui? – perguntei.

Arthur mexeu no cabelo.

- Mas e seu pai?

- Não se preocupa. Vamos. – falei encorajando-o.

Descemos do carro e abri a porta de casa.

- Oi pai. – falei.

- Oi Sr. Livinson. – Arthur o cumprimentou.

Meu pai tirou os olhos do seu jornal e nos cumprimentou. Depois logo voltou a colar seu olhar na página de esportes. Não sabia que horas eram, mas achei que não teria problemas nele esperar mais um pouco para ir dormir.

- Vem. – falei baixinho para Arthur, enquanto pegava sua mão e o levava escada a cima até meu quarto.

Abri a porta e entramos. Não acendemos a luz do quarto, ficamos à luz da lua minguante. Fechei a porta assim que passamos, para o caso de sei lá... meu pai passar na frente do quarto e nos ver juntos... sei lá. Ele olhou o quarto com um interesse que nunca vira em seu rosto. Durante a conversa que tivemos no carro, ele me dissera que queria ser arquiteto, talvez por isso seu interesse súbito nas paredes e no teto do lugar onde eu dormia.

Meu quarto não era nada de especial. Tem três paredes retas e uma na diagonal (fazendo um ângulo de uns 45° com o piso), onde tinha uma janela de vidro. Minha cama ficava do lado direito do quarto, um ármario do lado esquerdo, um pufe no centro... Tento sempre manter meu quarto em ordem, não é muito difícil, só minha escrivaninha que fica bagunçada, cheia de livros e mais livros.

Nos sentamos na beirada da minha cama.

- Seu pai não se... incomoda comigo? – Arthur perguntou curioso.

Dei um sorriso.

- Meu pai confia em mim. Ele sabe que eu não traría qualquer pessoa pra casa. E além do mais, Arthur, ele te conhece. Provavelmente só vai fazer algumas perguntas, mas nada de importante.

Arthur colocou sua mão sobre a minha, o que me fez corar um pouco.

- E você não se incomoda comigo? – ele perguntou abaixando a cabeça para que eu não visse a expressão de seu rosto.

- Arthur, por que me incomodaria com você? Você é tão legal e tudo o mais... – falei enquanto corava mais.

Ele roçou minha bochecha com as costas da mão, e riu ao ver que eu estava mesmo ficando rosa.

Toc, toc, toc.

A porta se abriu. Nossas mão se separaram imediatamente.

- Filha, já são dez para as onze. Talvez fosse melhor vocês irem dormir. – meu pai falou olhando de mim para Arthur.

- Hã, Jenny, até amanhã. – Arthur se levantou da cama.

- Eu te acompanho até a porta. – falei, me levantando também.

Descemos a escada. Meu pai ficou no andar de cima, ficou apoiado no corrimão da escada.

Abri a porta. Arthur foi para o lado de fora, mas se virou para mim.

- Até amanhã. – ele falou.

- Até. – falei, enquanto encontrava seu olhar fixo no meu rosto. Seus olhos miraram para os meus lábios.

Ele se aproximou lento de mim, e depois seus lábios encostaram brevemente nos meus.

Ele deu um rápido sorriso e se virou para a rua, entrando em seu carro.

Voltei para dentro com um sorriso involuntário nos lábios em que Arthur acabara de beijar. Meu pai não estava mais apoiado no corrimão, devia ter ido ao banheiro ou para o quarto dele...

Coloquei o pijama, escovei os dentes e preparei a cama para me deitar.

- Filha. – meu pai me chamou da porta do quarto.

- Pode entrar, pai.

Sua expressão era como se ele estivesse nervoso, com raiva, curioso e sério ao mesmo tempo.

- Posso conversar com você? – disse ele.

- Claro. – respondi.

Ele se sentou na cama, no mesmo lugar que eu estava sentada quando estava com Arthur. Me sentei do lado dele.

- Jenny, vocês estam...?

- Hã..., pai. Não dá pra saber ainda. Sabe, aquela coisa bem no comecinho. – respondi, minhas bochechas rosadas de novo.

- Mas você não gostava do Robin?

- O Robin fez algumas coisas... das quais eu não quero falar agora. – acrescentei rapidamente antes que ele perguntasse. – E parei de gostar dele. Minha amiga me arrumou um encontro com o Arthur e acabei gostando ele.

Esse tipo de conversa não dava certo com pais, talvez desse melhor com mães.

- Quantos anos ele tem? Ele é mais velho que Robin, né?

- Ele é mais velho que Robin, ele tem 17 anos. – eu menti em parte. Eu sabia que o Arthur era mais velho que Robin, Robin tem 16, que nem eu, e Arthur tem 19, mas ele se transformou em lobo quando tinha 17 anos, então ele tem aparência de 17, mas mentalidade de 19. Quando se transforma em lobo pela primeira vez, você para de envelhecer, isso até que você pare de se transformar durante um tempo longo, e isso exige controle sobre sí. – Pai, por que você tratava o Robin tão bem, mas o Arthur não? Não que você o trate mal, não... É só que você, não sei, se dava melhor com o Robin...

- Não tem problema nenhum com o Arthur. – respondeu ele um pouco indignado – Eu... eu só prefiro o Robin do que esse outro menino aí. Boa noite. – e saiu apressado pela porta do quarto, fechando a porta atrás dele.

- Pra você também. – falei dando um grande bocejo.

Fui até minha cama e me enfiei debaixo das cobertas.

Amanhã sería sábado, não tería escola, eu acordaría um pouquinho mais tarde e depois tería que fazer meu horário de patrulha – cada um da alcatéia tem que ficar 4 horas patrulhando na fronteira da reserva florestal no qual nosso grupo mora. Eu fico patrulhando das 04:30 às 06:30 e depois das 14:30 às 16:30. Arthur ficava com os piores horários (por ser o líder), das 24:30 às 04:30. Ele ficava 4 horas direto e depois tinha o dia inteiro livre, diferente dos outros “integrantes”.

Depois disso eu tería um tempinho livre... E eu não conseguia esquecer o momento em que ele se despediu de mim.

Anne POV:

Acordei. Renne dormia ao meu lado.

Quando me lembrei do que havia acontecido no dia anterior, levei minha mão direto ao meu peito para ver se eu ainda estava arranhada. Minhas feridas já tinham cicatrizado, é bom ser sobrenatural nessas horas.

As cortinas do meu quarto estavam fechadas de um jeito que eu não conseguia saber que horas eram mais ou menos. Tentei alcançar meu celular para ver que horas eram, mas ele estava no criado-mudo que estava do lado de Renne, e quando fui tentar alcançá-lo, Renne acordou.

- Me desculpa, Renne. Não queria acordá-lo. Pode voltar a dormir. – falei.

- Não, está tudo bem. Eu já estava para acordar mesmo. – ele deu um bocejo e me abraçou na cintura. – Que horas são?

Sorri na escuridão do quarto.

- Era o que eu ia olhar. Pega meu celular. Ele está na mesinha do lado da cama.

Renne pegou o celular e olhou a hora.

- São seis e meia da manhã. – ele colocou o celular sobre a mesinha e deu um sorriso travesso. – O que quer fazer até seus pais acordarem?

Dei-lhe um beijo e Renne cobriu o rosto com um sorriso largo.

Ele me puxou para mais perto dele e encostou seus lábios na minha orelha.

- Te amo. – ele sussurrou e um choque atravessou minha pele.

- Eu também. – falei e ele me deu um beijo na minha testa.

Ficamos deitados assim no silêncio até que falei:

- Sabe, Renne. Eu estava pensando no que aconteceu ontem... – não arrisquei olhar para ele – Você acha que fizemos a coisa certa?

Senti seu olhar sobre mim, mas não atrevi a olhar.

- Anne, não fizemos isso por eles, fizemos? – não respondi e ele continuou. – Fizemos isso para proteger nosso grupo. Fizemos o que era melhor pra gente. Você sabe que era a melhor possibilidade...

Olhei para seu rosto e encontrei seu olhar fixo em mim.

- Não. – falei. – Não. Isso não era o melhor a ser feito, e você sabe disso. Por que tivemos que fazer isso? Eles não fizeram nada com a gente. Você está querendo começar uma guerra?

Agora eu estava com raiva. Um calor percorria por mim.

Levantei-me da cama, tirei meu pijama e coloquei uma roupa. Abri a janela e me preparei para pular, mas Renne segurou meu pulso.

- Aonde você pensa que vai?

- Vou falar com o Robin e depois com a jenny. Pedir desculpas. – falei.

Renne revirou os olhos e disse:

- Não acha melhor esperar eles acordarem. Acho que eles não acordam tão cedo no domingo.

Olhei para ele.

- Está bem. Vou esperar um pouco.

Jenny POV:

Voltei para casa depois de fazer a minha parte da patrulha da manhã.

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